Caros companheiros 

Militantes, simpatizantes e amigos do ADI.

Começo esta minha intervenção, desejando a todos um óptimo Ano de 2019, fazendo votos que todos possamos gozar de boa saúde, bem como as nossas respectivas famílias, sem as quais a vida seria muito mais difícil e complicada do que é.

Somos uma organização política, a maior do país isto impõe-nos obrigações. Deste modo, temos de assumir plenamente as nossas responsabilidades, tendo sempre o sucesso como  o nosso principal foco, alicerçado numa coragem e numa determinação sem falhas, que nos permitam vencer e cada dia ser “Mais ADI”. Hoje mais do que nunca o nosso país precise do ADI e temos de estar preparados para assumirmos plenamente a nossa responsabilidade histórica de mudar e modernizar definitivamente este país.

Após as eleições de 07 de Outubro passado, que uma vez mais, consagrou a vitória do ADI sobre todos os outros partidos, mas que permitiu que uma combinação de forças contrárias assumissem o poder, importa que passado o período de euforia e angústia, que reunamos para de certa forma analisar o nosso percurso, reflectir sobre o partido e os seus métodos, trazer novas pessoas e ideias para o seio do partido. Propusemo-nos realizar ainda este ano o nosso Congresso. Ele tem de ser devidamente preparado, com a participação de todos, de modo crítico e transparente, de modo a que ele também seja um sucesso, tanto no que diz respeito à sua renovação interna, em termos de pessoas e ideias, como no que diz respeito à mobilização de toda a nossa sociedade. Apesar de ter lugar numa sala fechada e, naturalmente com um número limitado de representantes da esmagadora maioria dos nossos militantes e simpatizantes, temos de fazer deste congresso um evento nacional e um acto de mobilização. Esta será a condição de sucesso future do nosso partido nos próximos pleitos eleitorais.

Neste Conselho Nacional, onde certamente não faltará críticas e acusações pessoais, compreensível num período pós-eleitoral, caracterizado pela desilusão que representa para muitos de nós aqui presentes, o modo como decorreram as eleições e o ADI foi afastado do poder, associado ao modo como as novas forças vêm governando o país, temos acima de tudo de permanecer unidos, solidários e não perder de vista as nossas ambições enquanto partido politico renovador e tudo aquilo que foi realizado nos quarto anos precedentes. Temos todos de ter orgulho do nosso balanço, quando é evidente e pela grande maioria do nosso povo e por todos os nossos parceiros reconhecido que jamais nenhum governo teve um portefólio de realizações como o nosso.

Naturalmente que não bastam as realizações para se ganhar as eleições. Factores outros e diversos entram em linha de conta e devem ser absolutamente cautelados, entre eles o trabalho político, cuja responsabilidade é do partido. Por isso mesmo estamos aqui hoje para levar a cabo esse trabalho e preparar-nos para uma agenda política que melhore significativamente a presença e a intervenção do nosso partido no seio das massas.

Nada, absolutamente nada está perdido. Temos, cada um de nós, de fazer a nossa introspecção, isto é, olhar para dentro de nós mesmos e perguntar se temos feito tudo o que sabemos e podemos para que o nosso partido possa crescer cada dia. Nesta nova conjuntura, temos de reflectir sobre a nossa capacidade de adaptação, face às agressões e ameaças de todo tipo de que padecem os nossos militantes e simpatizantes, particularmente no sector público e como melhor resistir, vencer e ultrapassar. Uma coisa é certa: Juntos e unidos, seremos inquestionavelmente mais fortes. Mas, para que tal aconteça, é preciso que o partido não seja invadido e poluído por pequenas querelas de pessoas, pequenos interesses, pequenos ajustes de contas e birras naturais e até compreensíveis, mas que não podem aqui ter lugar, sob pena de comprometer todo o sucesso colectivo.

Nesta fase, caros companheiros, é absolutamente necessário, separar o que é acessório do que é principal, essencial e determinante, não só para a nossa existência como o primeiro partido político do país, mas para a vitória. Pois, um partido cresce e fortalice com vitórias e o seu propósito é, obviamente, alcançar o exercício do poder. É isto que não podemos perder de vistas. E esta missão afigura-se como urgente e fundamental, quando vemos e assistimos a cada dia os golpes perpetrados contra as pessoas, contra as instituições, contra os direitos fundamentais, contra as liberdades e contra as garantias dos cidadãos.

O ADI desde a sua criação conheceu várias crises, mas conservou sempre e orgulhosamente uma trajectória ascendente e de vitória. É esta marca que queremos conservar e aprofundar no seio dos santomenses em geral e dos nossos militantes, em particular. Mas, tudo isso só foi possível, porque sempre soubemos estar à altura das ambições do nosso povo e da nossa juventude, sempre fomos um partido que soube acolher, não só outros partidos, como também pessoas oriundas de outros quadrantes políticos, reservamos um apreciável espaço à juventude e às mulheres , enfim, sempre soubemos interpretar os anseios da modernidade, da liberdade, da abertura, da inclusão e a renovação política.

Os resultados obtidos pelo nosso partido em 2010 e 2014, mas igualmente em 2018, constituem provas irrefutáveis de tudo o que disse. A actual coligação está no poder, há menos de cem dias, mas a rejeição cresce vertiginosamente, as lutas fratricidas não cessam, o descontentamento é cada dia maior. Mas, o ADI não pode contar com isso, nem tão pouco pode fundar a sua ascensão ao poder na rejeição do outro. O ADI não pode ser o mal menor. A escolha do ADI deve ser uma escolha consciente, alternativa, baseada na confiança e no reconhecimento da experiência dos governos do ADI, na justeza das suas políticas, na sua capacidade de incluir e realizar coisas a bem das populações, particularmente as mais desfavorecidas.

Precisamos de tudo fazer e da forma mais organizada para que o ADI esteja sempre na linha da frente no que toca a resolução dos problemas do país, a defesa da democracia, a garantia dos direitos, a oferta de oportunidades, a criação de novos espaços de liberdade, a integração dos outros, a solidariedade, a modernização do nosso país e o estabelecimento de um clima de paz e segurança para todos. São Tomé e Príncipe tem de ser um lugar de sonho, paz e harmonia.

Caros companheiros,

Nos próximos tempos, as nossas batalhas serão travadas em três frentes:

A primeira, e mais acutilante, na Assembleia Nacional, pelos deputados do Grupo Parlamentar do ADI, denunciando, criticando e opondo-se veementemente às atrocidades, às ilegalidades, às inconstitucionalidades e às anomalias praticadas por este Governo “amôlê pedáçu” e os Deputados que o sustentam, cujo assalto ao poder tem servido como se pode facilmente  constatar em pouco mais de um mês, dar tachos, panelas, frigideiras e tigelas aos seus cúmplices, na sua maioria incompetentes e amadores, onde povoam muitos corruptos conhecidos e outros tantos com problemas com a Justiça. Nesta frente, o silêncio não é, nem jamais será, uma arma de combate. O silêncio será sinónimo de cumplicidade e cobardia.

A outra frente de combate, será no esclarecimento às massas populares, para travar as mentiras, acusações e os boatos que lançam diariamente contra o nosso partido e os seus dirigentes. Essa frente de combate é tanto mais importante, que da confiança que tem o povo no partido, na sua credibilidade, depende o seu voto. Por si so, não basta fazer o bem, não basta ter razão. É preciso que o povo acredite que estamos a fazer o bem, que a razão está do nosso lado. Para estes esclarecimentos, nenhum meio, esforço ou mecanismo deve ser excluído. É também uma tarefa em que todos os militantes e simpatizantes do partido devem participar activamente e todos os dias.

A Terceira e última frente de combate, é na gestão do próprio Estado, na execução do programa do governo. Num governo onde não há seniores, num governo onde participam muitos noviços, num governo onde muitos dos seus agentes e conselheiros têm uma folha de serviço de corrupção que dispensa qualquer demonstração pelo número de queixas e acusações pendentes do tribunal, desaparecimento de avultadas somas colocadas à sua responsabilidade, enfim, a prática de actos de prevaricação, compadrio, nepotismo, etc. etc, não será demais a vigilância de todos os dias. É a gestão da coisa pública, mas é também o retrocesso do nosso país que não podemos aceitar.

Melhoramos nos quarto últimos anos todos os índices internacionais de desenvolvimento, incluindo no que diz respeito à transparência, educação, saúde, energia eléctrica, água potável, etc. etc. De país subdesenvolvido e menos desenvolvido, passamos a país de rendimento médio. A nossa credibilidade e imagem internacionais, bem como a nossa presença no mundo, melhoraram significativamente. Não podemos admitir que esses ganhos sejam delapidados. Por isso, no ADI, todos, mas todos sem excepção, devem encarar com maior seriedade a sua ligação e relação com o partido e tudo fazer para que o ADI continue a ser o maior partido do país e aquele que dá maiores garantias de governação e capaz de fazer mais e melhor pelos São-tomenses.

Temos de parar de uma vez por todas com falsas acusações, suspeitas e ambições desmedidas, devendo cada um de nós dar o seu melhor em prol do ADI para que juntos, organizados, esclarecidos e coesos,  possamos levar STP “Mais Além”.

E para isso, temos de acreditar que “Sim, Podemos”, fazer de STP uma nação próspera.

Uma vez mais, reforço que ao nível do ADI, as nossas batalhas terão de ser travadas em todas as frentes, a saber:

Parlamento;

Reuniões de Esclarecimentos;

Informar “Explicando sem Complicar”;

Mas Redes Sociais principalmente com o “ADI Digital, Facebook e Twitter” e demais plataformas de comunicação disponíveis.

O ADI nunca foi um partido de exclusão, por isso, todos nós, sem excepção, devemos colocar os interesses do partido acima dos nossos, respeitar os estatutos do partido, para que o ADI esteja eternamente na linha da frente na resolução dos problemas de todos os São-tomenses.

E porque este dia marca o começo de uma nova etapa, termino pedindo aos presentes que assumam verdadeiramente o seu compromisso com o ADI, para que o partido possa comprometer-se de verdade com o país, pois, todos nós temos um sonho…..

E lá chegaremos

Um bem haja a todos.

Viva o ADI

Viva São Tomé e Príncipe.